Uso da inteligência artificial na modificação de jogos eletrônicos

O caso do game The elder scrolls V: Skyrim

Autores

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Modding, Experiência de jogo, Skyrim

Resumo

A introdução da inteligência artificial generativa (IAGen) no modding (prática de modi- ficação) de jogos, especialmente no caso de The elder scrolls V: Skyrim (Os pergaminhos prístinos V: Skyrim), revolucionou a personalização e a complexidade dos mods, crian- do experiências de jogo mais imersivas. A IA permite a simulação de comportamen- tos realistas, as decisões dinâmicas e as interações mais ricas entre NPCs (non-playab- le characters, ou personagens não jogáveis) e jogadores, elevando o nível de desafio. O modding, que já é crucial para a longevidade dos jogos, ganha novas dimensões com a IA, permitindo que modders criem conteúdos que superam limitações tradicionais. A comunidade de modders de Skyrim exemplifica essa evolução, destacando-se por suas inovações como novos enredos e mecânicas de jogo. Ferramentas como o Creation Kit facilitam a implementação de scripts complexos, enquanto algoritmos de aprendizado de máquina possibilitam uma adaptação contínua dos NPCs às ações dos jogadores. Essa inovação representa um avanço significativo na criação de mods, desafiando as convenções da indústria e enriquecendo a experiência de jogo. A combinação de IA e modding não apenas aprimora o entretenimento, mas também promete transformar o futuro do desenvolvimento de jogos. O estudo conclui que a IAGen revoluciona o modding ao possibilitar narrativas emergentes e democratizar a criação técnica, transformando jogadores em coautores. Embora exija cautela ética, a tecnologia não substitui os modders, mas atua como ferramenta de empoderamento que potencializa a criatividade humana, redefinindo as fronteiras entre criador e consumidor na cultura participativa dos jogos.

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Biografia do Autor

Yan Masetto Nicolai, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Doutor em Linguística, em estágio de pós-doutoramento (2024-2026)
em Games, Modding e Transmídia pelo Programa de Pós-Graduação em Produção de Conteúdo Multiplataformas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Vice-líder do grupo de pesquisa Ex.Ludens (Entretenimento e Experiências Lúdicas Mediadas). Editor-assistente da Revista GEMInIS. Professor de Língua Portuguesa e Espanhola. Diretor-chefe do podcast Mexendo com a Língua (Spotify: https://open.spotify.com/show/2LWxgCBXuAcsLBuBIfMLRj?- si=5644932014884451). Streamer de jogos diversos na Twitch (www.twitch.tv/ yan_masetto).

Dario Mesquita, Universidade federal de São Carlos - UFSCar

Doutor em Design pela Universidade Anhembi Morumbi (2020). Mestre em Imagem e Som pela UFSCar (2012). Professor associado da UFSCar no Bacharelado em Imagem e Som, e docente permanente do Mestrado Profissional em Produção de Conteúdo Multiplataformas (PPGPCM/UFSCar) . Líder do grupo de pesquisa Ex.Ludens (Entretenimento e Experiência Lúdicas Mediadas). Editor-executivo da Revista GEMInIS, membro do Grupo de Estudos sobre Mídias Interativas em Imagem e Som (GEMInIS), e pesquisador da Rede Brasileira de Pesquisadores Brasileiros da Ficção Científica (Obitel Brasil).

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Publicado

2026-03-31

Como Citar

Nicolai, Y. M., & de Souza Mesquita, D. (2026). Uso da inteligência artificial na modificação de jogos eletrônicos: O caso do game The elder scrolls V: Skyrim. Princípios, 44(174), 139–161. Recuperado de https://revistaprincipios.emnuvens.com.br/principios/article/view/533