Representações de inteligência artificial
o tecnocentrismo em questão
Palavras-chave:
instrumentos e singos, IA, instrumentalismo, determinismo, cinemaResumo
Este artigo discute a forma como a inteligência artificial (IA) tem sido apro- priada pela discursividade dos sistemas hegemônicos de representação, to- mando representações cinematográficas da IA como ponto de partida, desde o filme Metrópolis (1927) até A.I.: inteligência artificial (2001), evidenciando como o cinema constrói significados e reforça ideologias conservadoras sobre o papel das máquinas na sociedade. A base materialista e dialética nos permitiu pro- blematizar o tecnocentrismo, que, na perspectiva instrumental, apresenta a IA como uma ferramenta neutra e os usuários como sujeitos inteiramente autô- nomos, e, na abordagem determinista, atribui total autonomia à IA, a qual se imporia a sujeitos capturados pela sua magia e poder. O artigo destaca, ainda, os desafios impostos pela hegemonia dos grandes conglomerados de produ- ção de tecnologia do planeta, que monopolizam o desenvolvimento das IAs e promovem um modelo de controle digital. Como alternativa para compreen- der a IA, recorremos à unidade entre instrumentos e signos, conforme Vigot- ski, no sentido de superar a visão tecnocentrada e nos apropriar da IA em sua materialidade histórica, social e cultural.







