Representações de inteligência artificial

o tecnocentrismo em questão

Autores/as

Palabras clave:

instrumentos e singos, IA, instrumentalismo, determinismo, cinema

Resumen

Este artigo discute a forma como a inteligência artificial (IA) tem sido apro- priada pela discursividade dos sistemas hegemônicos de representação, to- mando representações cinematográficas da IA como ponto de partida, desde o filme Metrópolis (1927) até A.I.: inteligência artificial (2001), evidenciando como o cinema constrói significados e reforça ideologias conservadoras sobre o papel das máquinas na sociedade. A base materialista e dialética nos permitiu pro- blematizar o tecnocentrismo, que, na perspectiva instrumental, apresenta a IA como uma ferramenta neutra e os usuários como sujeitos inteiramente autô- nomos, e, na abordagem determinista, atribui total autonomia à IA, a qual se imporia a sujeitos capturados pela sua magia e poder. O artigo destaca, ainda, os desafios impostos pela hegemonia dos grandes conglomerados de produ- ção de tecnologia do planeta, que monopolizam o desenvolvimento das IAs e promovem um modelo de controle digital. Como alternativa para compreen- der a IA, recorremos à unidade entre instrumentos e signos, conforme Vigot- ski, no sentido de superar a visão tecnocentrada e nos apropriar da IA em sua materialidade histórica, social e cultural.

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Biografía del autor/a

Júlio César dos Santos, Instituto Federal de Goiás - IFG

Doutor em Arte e Cultura Visual (UFG). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto Federal de Goiás. Membro do Kadjót - Grupo interinstitucional de estudos e pesquisas sobre as relações entre tecnologia e educação.

Joana Peixoto, Instituto Federal de Goiás - IFG

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto Federal de Goiás. Colaboradora do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática do Instituto Federal de Goiás. Líder do Kadjót - Grupo interinstitucional de estudos pesquisas sobre as relações entre tecnologia e educação.

Tamara Ferreira Dantas, Instituto Federal de Goiás - IFG

Mestranda em Educação pelo Instituto Federal de Goiás - IFG.  Licenciada em Física pela Universidade Católica de Brasília - UCB. Professora de Física da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC GO). Integrante do Kadjót - Grupo interinstitucional de estudos pesquisas sobre as relações entre tecnologia e educação.

Publicado

2026-03-31

Cómo citar

dos Santos, J. C., Peixoto, J., & Dantas, T. F. (2026). Representações de inteligência artificial: o tecnocentrismo em questão . Princípios, 44(174), 9–28. Recuperado a partir de https://revistaprincipios.emnuvens.com.br/principios/article/view/532