Inteligência artificial na educação

Uma reflexão crítica sobre impactos éticos e sociais

Autores

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Educação, Ética, Crítica

Resumo

A inteligência artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se tornou ubíquo em nosso cotidiano. Na educação, seu uso tem gerado discussões perante os desafios inerentes a essa tecnologia. Este artigo visa investigar perspectivas críticas relacionadas à IA na educação, buscando explorar as implicações éticas e sociais dessa integração. Para atingir esse objetivo, realizou-se uma revisão bibliográfica com abordagem quali- tativa e exploratória. Com base em publicações recentes encontradas nos repositórios e em autores como Dora Kaufman, Paulo Freire e Lucia Santaella, a pesquisa revela como a IA, quando aplicada como recurso sociocultural, pode personalizar a aprendizagem, facilitar o acesso ao conhecimento e promover práticas pedagógicas interativas e criati- vas. No entanto, há obstáculos e riscos que devem ser observados, como desigualdades sociais, vieses algorítmicos, capitalismo de vigilância, simplificação do conhecimento, “acriticidade”, bolhas sociais e ameaça à privacidade de dados. Infere-se que a IA, se utilizada de forma ética e crítica, promovendo o diálogo, a problematização e a cons- trução coletiva do conhecimento, pode auxiliar nos processos pedagógicos. Ademais, a integração da IA na educação deve ser analisada criticamente para se entender se ela contribui para a perpetuação das desigualdades sociais ou se pode ser utilizada como uma ferramenta de emancipação. Para que se concretize uma cidadania digital emancipadora, é basilar haver amplos investimentos, tanto na formação docente quan- to no desenvolvimento de políticas públicas que assegurem justiça social, fiscalização, infraestrutura e equidade para a utilização benevolente dessas tecnologias inteligentes.

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Biografia do Autor

Priscila Flores da Luz, Instituto Federal Catarinense - IFC

Graduada em Ciências Biológicas na Univali (2010) e em Pedagogia pela Fama (2017), com especializações em Gestão Escolar pela Fucsp (2016), Neuropsicologia Clínica e Orientação Escolar pela UniBF (2019) e Inovação
na Educação pela Univali (2020). Mestranda em Educação pelo IFC, campus Camboriú, na linha de pesquisa “Processos Educativos e Inclusão”, desenvol- vendo estudos sobre inclusão digital e inteligência artificial na educação. Atuou como docente de Ciências e Biologia nos anos iniciais do ensino fundamental (2004-2017). Orientadora educacional na rede municipal de Itajaí desde 2018. Integra o Grupo Interdisciplinar de Pesquisas e Estudos sobre Diversidade, Inclusão e Processos Formativos (Ginpedin). E-mail: priflores.biologa@gmail. com. Lattes: https://lattes.cnpq.br/6351985420002809. Orcid: https://orcid. org/0009-0005-5464-7461

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Publicado

2026-03-31

Como Citar

Luz, P. F. da. (2026). Inteligência artificial na educação: Uma reflexão crítica sobre impactos éticos e sociais. Princípios, 44(174), 92–108. Recuperado de https://revistaprincipios.emnuvens.com.br/principios/article/view/530