A perspectiva analítica da teoria do valor trabalho para compreensão dos desafios de um plano nacional de inteligência artificial
Palabras clave:
Teoria do Valor trabalho, Inteligência Artificial, PBIAResumen
O artigo analisa os desafios e implicações do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024-2028) à luz da Teoria do Valor-Trabalho (TVT) de Marx, explorando como as transformações tecnológicas da Quarta Revolução Industrial reconfiguram a produção de valor, a exploração do trabalho e as estratégias necessárias para democratizar os benefícios da IA no Brasil. Destaca-se que, embora a IA tenha potencial para remodelar setores econômicos e sociais, sua implementação exige uma abordagem crítica sobre como o trabalho humano segue sendo central na criação de valor, mesmo em um contexto de automação e digitalização crescentes.
O PBIA busca posicionar o Brasil na vanguarda do desenvolvimento de IA, com investimentos significativos em infraestrutura, formação educacional e pesquisa científica. Os riscos de concentração de poder tecnológico nas mãos de grandes corporações globais pode aprofundar desigualdades sociais e tecnológicas. Para mitigar essas assimetrias, o plano propõe a criação de uma base nacional robusta de conhecimento e tecnologia, com ênfase na formação de recursos humanos qualificados, desde a educação básica até a pós-graduação, e no fortalecimento de centros de pesquisa interdisciplinares.
A IA tem o potencial de aumentar a produtividade e gerar inovações disruptivas, ela também intensifica formas de exploração do trabalho, especialmente no contexto da economia de plataformas e da precarização laboral. Além disso, ressalta-se a importância de integrar princípios éticos e solidários ao desenvolvimento de IA, garantindo que a tecnologia sirva ao bem comum e não apenas aos interesses do capital monopolista.







