A superação da “fortaleza” da sociedade civil contra a revolução brasileira
DOI:
https://doi.org/10.14295/principios.2675-6609.2026.175.007Palavras-chave:
Sociedade civil, Políticas públicas, Estado educador.Resumo
O Brasil, assim como outras sociedades com capitalismo relativamente desen- volvido, enfrenta a oposição da sociedade civil à revolução, fenômeno teori- zado por Antonio Gramsci. Este trabalho busca estratégias para superar essa oposição, a partir da relação umbilical entre a sociedade civil e o Estado. Se- gundo Gramsci, o Estado possui amplos poderes para adequar a sociedade ci- vil à realidade material, levando a seu alinhamento com o sistema capitalista nas sociedades em que é dominado pela burguesia. Partindo dos estudos de Clara Mattei, identifica-se como o controle estatal sobre a economia durante a Primeira Guerra Mundial aboliu a distância entre vida econômica e política, abrindo caminhos para questionar o capitalismo. Propõe-se, assim, ampliar a direção do Estado sobre a economia. A partir das experiências de Célio Turi- no no programa Cultura Viva, que reconhece e apoia grupos culturais em um paradigma que valoriza a autonomia e a articulação deles, elabora-se uma táti- ca para políticas públicas em governos com forças revolucionárias: centra-se a atenção na consciência do papel educador do Estado, que deve elaborar políti- cas que fortaleçam e legitimem grupos populares e democráticos da sociedade civil, ensinando-os a se organizarem e articularem politicamente. O objetivo é empoderar as frações anticapitalistas da sociedade civil, rompendo a fortaleza hegemonizada pelo neoliberalismo.







