Estado, economia e desenvolvimento na China
DOI:
https://doi.org/10.14295/principios.2675-6609.2025.171.013Palavras-chave:
China, estado, economia, desenvolvimentoResumo
As convergências e temáticas comuns à última obra de Giovanni Arrighi e ao livro de Isabella Weber acerca das reformas econômicas na China entre 1978 e 1988 – bem como sua importância no panorama atual - são suficientes para justificar uma apresentação e problematização conjunta. A ausência de informações e análises equilibradas acerca da China no Brasil atual, num momento em que o país asiático consolida seu papel como a segunda potência econômica mundial, reforçam essa justificativa. Os autores concordam acerca da importância de uma perspectiva analítica que leve em consideração o longo prazo para se entender a China contemporânea, assim como possuem uma compreensão comum acerca de como as relações econômicas são entranhadas na história e na sociedade.
Os dois livros, lidos conjuntamente, servem como uma excelente introdução à história chinesa, seus dilemas e potencialidades atuais. Arrighi sustenta que a história da China tem que ser levada mais a sério para que possamos travar os debates acerca do que ela é hoje. Os dois modelos de desenvolvimento moderno que conhecemos – o capitalismo industrial e o socialismo – são ocidentais e, portanto, incapazes de compreender o socialismo tal como ele se desenvolve na Ásia oriental. Weber evidencia não só as particularidades da história econômica chinesa como sugere que nesta encontramos um forte pragmatismo, capaz de questionar qualquer modelo econômico