Revolução Brasileira
Mudanças estruturais para completar a construção nacional
DOI:
https://doi.org/10.14295/principios.2675-6609.2026.175.004%20Palabras clave:
Revolução brasileira, Mudanças estruturais, Reindustrialização, Estado, TrabalhoResumen
Este artigo trata da relação entre mudanças estruturais e os caminhos da revolução brasileira, tendo como objetivo analisar as contradições que entravam o caminho dessa revolução no atual estágio, levando em conta as contradições do passado e as que se incorporaram mais recentemente ao processo. Para tanto, analisa-se como essas contradições foram enfrentadas no passado, como forma de tirar lições para o presente. Indica-se também que, no seio dessas mesmas contradições, nascem as condições para superá-las mediante um conjunto de mudanças estruturais que rompam com os elementos que caracterizam a estrutura econômica, social, política, cultural e ambiental do país. Mostra-se que, em situação mundial semelhante — a crise estrutural de 1914 a 1945 do sistema capitalista mundial —, o Brasil da Revolução de 1930 chegou a enfrentar com sucesso várias dessas contradições e obstáculos. Foi assim que o Brasil se industrializou sob controle fundamentalmente nacional, com uma legislação trabalhista avançada e com base no mercado interno. Examina-se então um conjunto de características novas do Brasil e do mundo — como a radicalização da internacionalização do capitalismo, a multipolaridade que toma forma com a ascensão da China e o declínio dos EUA, a financeirização, o aprofundamento da Revolução Científico-Técnica (RCT), as mudanças climáticas, a desindustrialização, a quebra dos direitos trabalhistas —, reafirmando a necessidade de retomar o controle nacional sobre a economia, usar o Estado como coordenador do processo de desenvolvimento e restabelecer a centralidade do trabalho, criando assim um poderoso mercado interno e reindustrializando o país em novas bases tecnológicas.







