O dólar, a instabilidade global e o sentido da reforma do sistema monetário internacional
DOI:
https://doi.org/10.14295/principios.2675-6609.2026.175.002Palabras clave:
Capital financeiro, Dólar, Protecionismo, Reforma do sistema financeiro internacional.Resumen
O protecionismo e as medidas econômicas do atual governo Trump não são um fenômeno inédito, mas uma reação histórica ao declínio da hegemonia dos Estados Unidos ante a ascensão da China e dos Brics. Após as instabilidades do entreguerras e as propostas de Keynes em Bretton Woods (1944), a supremacia do dólar e o capital financeiro globalizado, ao qual se submete o comércio real, acabaram diminuindo a base manufatureira estadunidense em favor da China. Dado o impacto negativo do livre movimento de capitais especulativos — que valorizam o dólar e prejudicam a competitividade econômica dos EUA —, as políticas protecionistas de Trump surgem como tentativa de reindustrializar o país e frear a perda do seu protagonismo no planeta. Para o futuro, vislumbram-se novos atritos entre as nações, pois o equacionamento das assimetrias financeiras exige o estabelecimento de regras que um sistema monetário global centrado no dólar e avesso ao multilateralismo é incapaz de levar a cabo.







