Sistema partidário e sistema eleitoral no Brasil
A reprodução do bloco no pode
DOI:
https://doi.org/10.14295/principios.2675-6609.2026.175.012Palavras-chave:
Sistema partidário, Sistema eleitoral, Bloco no poderResumo
Este artigo analisa a relação entre sistema eleitoral e sistema partidário no Brasil à luz da teoria do Estado de Nicos Poulantzas. O problema de pesquisa consiste em compreender como as reformas eleitorais implementadas entre 1988 e 2024 participam da constituição e reprodução do sistema partidário como expressão do bloco no poder. O objetivo é examinar o rendimento heurístico das categorias materialidade institucional, autonomia relativa do Estado, bloco no poder e hegemonia para interpretar as transformações recentes da representação política brasileira. Metodologicamente, a pesquisa combina revisão teórica, análise documental da legislação eleitoral e análise de dados empíricos do Tribunal Superior Eleitoral e da Câmara dos Deputados, fundamentando-se no materialismo histórico-dialético. Os resultados indicam que as reformas eleitorais promoveram concentração dos recursos políticos e financeiros, reduziram parcialmente a fragmentação partidária, mas preservaram a necessidade de amplas coalizões parlamentares. Conclui-se que o sistema eleitoral constitui uma mediação institucional da luta de classes e da organização política do bloco no poder, reforçando mecanismos de reprodução da hegemonia conservadora no capitalismo dependente brasileiro.
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- 2026-09-11 (2)
- 2026-09-11 (1)







