Classe-Média Brasileira
Heroína ou vilã das transformações socioeconômicas no país?
DOI:
https://doi.org/10.14295/principios.2675-6609.2026.175.009Palavras-chave:
Classes médias, Neoindustrialização, Estado de Bem-Estar Social, Reformas Estruturais, Pequena burguesia, Localização de Classe ContraditóriaResumo
O presente artigo analisa a classe média brasileira (CMB) à luz do marxismo. Investigamos a contradição dialética que define esse segmento social: por um lado, seu papel de “herói” econômico, agente indispensável para um projeto de neoindustrialização e soberania tecnológica, função derivada de sua transformação pós-fordista em produtor de mais-valia e detentor de “trabalho qualificado”; por outro, seu papel de “vilão” político-ideológico, principal entrave às reformas estruturais (tributária, agrária etc.), impulsionado por uma ideologia meritocrática, e seu recente protagonismo na base de massa do neofascismo e do impeachment de 2016. Fundamentado em uma definição marxista que distingue as frações da CMB e sua localização de classe contraditória, o artigo critica a estratégia de “colaboração de classes” e conclui apontando para a necessidade de uma interpretação estrutural que a reconheça como agente de um desenvolvimento autonomista do Brasil.
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- 2026-09-18 (3)
- 2026-09-18 (2)
- 2026-09-11 (1)







